Os 4 vieses
1. Planning fallacy
Viés universal: estimamos pelo melhor cenário, ignorando problemas. Documentado por Kahneman e Tversky desde 1979 — gente em geral erra entre 30 e 70% pra menos.
2. Otimismo profissional
"Eu sou bom no que faço." É verdade. Mas "ser bom" não acelera cliente indeciso, fornecedor atrasado, software travado.
3. Ancoragem em projeto-modelo
"Esse aqui é parecido com aquele que fiz mês passado, gastei 90h." Mas você lembra das horas úteis — esqueceu as revisões e retrabalho.
4. Desejo de fechar
Subestimar tempo deixa preço atrativo. Inconscientemente, você "ajusta" estimativa pra caber no orçamento que cliente mencionou.
Consequências práticas
- Margem cai 15–35% em projetos típicos.
- Equipe sobrecarregada, qualidade derrapando.
- Próxima estimativa baseada em estimativa errada anterior — viés se acumula.
5 antídotos
- Estimativa por intervalo (ex: "120–180h" em vez de "150h"). Reconhece incerteza.
- Fator multiplicador 1.4× aplicado em cima da sua estimativa intuitiva.
- Tracking obrigatório nos primeiros 6 meses. Sem dado real, viés se mantém.
- Comparar com benchmark externo — não use só sua memória.
- Buffer de 10–15% no cronograma pra revisões e imprevistos.
Estimativa calibrada com seu histórico
Limify mostra horas reais dos seus projetos passados na hora de orçar o próximo. Viés cognitivo enfrentado com dado, não com força de vontade.
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