TL;DR Existem 7 formas de calcular o valor de um projeto de arquitetura, e cada uma tem situação ideal. Na prática, o escritório maduro combina 2 ou 3: usa R$/m² como referência interna, hora-técnica pra extras e pacotes pra apresentar ao cliente. Usar só uma forma é o erro que gera a maioria das propostas mal calibradas.

1. Por R$/m² (área construída)

Como funciona: R$ X por m² × área. Simples.

Quando usar: tipologia conhecida, escritório com tabela viva. Bom como ponto de partida.

Risco: ignora complexidade não-relacionada à área (cliente difícil, prazo apertado, especificações sofisticadas).

2. Hora-técnica

Como funciona: estimativa de horas × valor da hora.

Quando usar: projetos atípicos, consultoria, extras fora do escopo.

Risco: arquiteto sempre subestima o tempo. Para mitigar, multiplique sua estimativa por 1.4–1.6.

3. Percentual sobre o custo de obra

Como funciona: X% sobre o custo estimado de obra (geralmente 6–12%).

Quando usar: projeto premium, cliente que raciocina como investidor.

Risco: custo de obra varia muito durante o projeto. Trave o percentual sobre o orçamento inicial, não o final.

4. Valor fixo (closed-bid)

Como funciona: "Esse projeto custa R$ X." Sem desdobrar matemática.

Quando usar: cliente que decide rápido, escopo claro, projeto que você já fez 5x.

Risco: se subestima escopo, paga o erro inteiro. Sempre tem que ter cálculo interno por trás.

5. Escopo modular

Como funciona: projeto separado em módulos (anteprojeto / executivo / 3D / interiores), cliente escolhe.

Quando usar: cliente quer começar pequeno, orçamento apertado, exploração inicial.

Risco: cliente compra só anteprojeto e some. Solução: anteprojeto cobra mais que módulo proporcional.

6. Pacotes 3 níveis (essencial / completo / premium)

Como funciona: 3 opções já prontas, com escopo crescente.

Quando usar: sempre que possível. Aumenta ticket médio em 18–34%.

Risco: cliente fica paralisado se as 3 opções forem muito parecidas. Diferencie escopo de verdade, não só preço.

7. Escalonado por marco

Como funciona: preço total dividido em parcelas atreladas a entregas (assinatura, anteprojeto, executivo, entrega).

Quando usar: sempre. Não é uma forma de precificar — é uma forma de cobrar. Combina com qualquer outra.

No Limify

Use as 7 formas em uma única proposta

Limify combina R$/m², hora-técnica e pacotes na mesma proposta. Você precifica internamente do jeito certo e apresenta pro cliente do jeito que vende.

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Como combinar as 7

Stack que funciona em 90% dos casos:

  1. Internamente: calcule por hora-técnica e R$/m². Use o maior dos dois.
  2. Apresente: 3 pacotes (essencial / completo / premium).
  3. Cobre: escalonado por marco, com entrada sempre.
  4. Extras: hora-técnica fora do escopo pactuado.

Cliente vê pacote — você protege margem com cálculo duplo — caixa entra escalonado conforme entrega. Todo mundo ganha.